Encerrada ontem em Belém (PA), as feiras Frutal Amazônia e Flor Pará 2009 movimentaram R$ 33 milhões em negócios durante os quatro dias do evento. Os 300 estandes de frutas, flores e equipamentos de agroindústria atraíram 36 mil visitantes provenientes dos noves estados amazônicos, São Paulo, Bahia, Ceará e países como França, Alemanha, Itália e Holanda, interessados em importar produtos amazônicos como o açaí.
O destaque das duas feiras foram os 44 estandes de agricultores familiares que triplicaram o volume de vendas em comparação ao ano passado e comercializou R$ 883 mil em produtos. Exemplo disso são os agricultores do município de Santa Izabel do Pará que venderam toda a produção que levaram: 300 litros de farinha de tapioca, 200 quilos de fécula de mandioca e 50 bolos de tapioca. "Estamos caminhando para transformar a agricultura familiar em uma grande potência agropecuária para o estado", destacou o secretário de Agricultura do Pará, Cássio Pereira.
Açaí, o ouro negro
O açaí também teve papel privilegiado no Frutal 2009. Cerca de 90% de toda a fruta produzida no estado é proveniente do sistema de agricultura familiar. O Pará já exporta 500 mil toneladas do produto, mas existe demanda internacional para uma quantidade maior. Investidores estrangeiros, da União Européia, vieram à feira para fazer contatos com produtores de açaí e conhecer o cultivo da fruta. Empresários russos assinalaram à Associação dos Vendedores Artesanais de Açaí de Belém (Avabel) a intenção de adquirir o produto.
Por conta desta demanda crescente, pela primeira vez a Frutal ofereceu o Seminário Setorizado do Açaí, que reuniu mais de 50 representantes de associações e cooperativas de produtores paraenses. A intenção é ajudar a transformar pequenos produtores em empreendedores e para isso encontrar saídas para os principais gargalos que impedem a expansão da produção e exportação como o armazenamento de grande quantidade de polpa.
Outra proposta do seminário foi diminuir o número de intermediários entre a base produtiva e o consumidor final, de forma a aumentar a renda dos pequenos produtores. Entre as soluções apontadas para o setor estão os cursos de capacitação, que ensinam práticas de manejo, condições de higiene. "Com mais informações específicas, os produtores terão mais possibilidades de comercialização do fruto, e os compradores mais qualidade", frisou Marcelo Alves, gerente da Área de Produção Vegetal da Secretaria de Agricultura do Estado.
“Enquanto as exportações brasileiras de frutas e sucos caíram de US$ 220 milhões, de janeiro a maio do ano passado, para US$ 166 milhões no mesmo período deste ano, o Pará subiu de US$ 6,8 milhões para US$ 12,6 milhões. O estado tem potencial para se tornar referência mundial na comercialização de frutas", afirmou Euvaldo Bringel, presidente do Instituto Frutal.
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Fonte: Assessoria de Imprensa do Governo do Pará
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